quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Fotoreportaje - Caño Negro


Fim de semana de turistas :)

Comendo gelados estilo Tico: dentro de um saco de plástico

O nosso barquito

Em pleno passeio pelos canais

Caimoes (os tais que o Helder QUERIA fazer festas)...

Basiliscos (os tais que correm em cima da água), aves... vida animal com fartura!


A aventura com os autocarros fica pa contar pessoalmente! Digamos que foi um fim de semana feliz :)

E o país mais feliz do mundo é... (II)

Na Costa Rica a maioria das pessoas vivem em casas ao nível daquilo que nós consideraríamos barracas. Sao vazias, nao sao aquilo a que nós chamamos "decoradas". Umas nao tem sofá, outras nao tem televisao, devem ser poucas as que tem playstation.
O desemprego e a crise também chegaram aqui. Ter uma mota é um luxo, nao conhecemos ninguém que tivesse carro.
Estudar é difícil, custa dinheiro e as escolas sao longe.
Uma crianca nem sempre tem um bolo de aniversário, muito menos uma prenda.
No entanto quando perguntamos a alguém "¿Como está?", nunca ouvimos um "Vai-se andando". Sorriem sempre.
Tento recordar-me de ouvir um Tico queixar-se de qualquer coisa e nao me lembro.
Podemos falar-lhes das muitas coisas que temos, de como os outros países sao evoluídos, mas eles amam a sua Costa Rica.
Ocupam com naturalidade largas horas em autocarros a caír aos pedacos para irem á cidade comprar tudo aquilo que o micro supermercado da aldeia nao tem.
De certeza que gostavam de ter mais "coisas", mais dinheiro, um emprego melhor, mas eles sao simplesmente Pura Vida!
Estranho. Se nao estivesse aqui a viver isto nao acreditava...

O Papalagui (ou Chiútí em Maleku)

O Papalagui é um livro que me foi recomendado pelo sr. Brolock e depois me foi oferecido pela Asita (obrigada!). Consiste num conjunto de discursos de Tuiavii, chefe da tribo de Tiavéa, discursos esses em que Tuiavii relata o que observou da vida dos Papalagui (pessoas nao indígenas) aquando da sua viagem a Europa. Estes discursos destinavam-se ás pessoas da sua tribo, nunca foi seu objectivo vê-los publicados (aliás, acho que o foram sem o seu consentimento).
Tuiavii nunca havia tido qualquer tipo de contacto com o nosso estilo de vida, para além de os discursos datarem de algumas dezenas de anos atrás. Nesse sentido nao posso comparar os discursos áquilo que me tem sido transmitido pelos Maleku. No entanto ao reler este livro encontro várias semelhancas entre o seu modo de ver a vida e a dos Maleku, e que creio ser parte daquilo que é ser indígena. Uma dessas semelhancas é a grande capacidade de observacao que reconheco tanto a Tuiavii como a Luís.
Sem vos querer maçar com o estilo de vida Maleku, deixo-vos algumas citacoes do livro que revejo aqui:

"Esses baús de pedra encontram-se em grande número e muito próximos uns dos outros; nenhuma árvore, nenhum arbusto os separa; encontram-se ombro a ombro como homens, e em cada um deles há tantos Papalaguis como numa aldeia de Samoa"

"Resumindo: baús de pedra com os seus muitos homens, fundas gretas de pedra correndo de um lado para o outro, quais mil e um rios, com seres humanos lá dentro, barulho e estrondo, poeira negra e fumo por toda a parte, árvore alguma no horizonte e nada de céu azul, nada de ar puro ou nuvens - a isto chama o Papalagui cidade, criacao de que muito se orgulha"

"A verdadeira divindade do homem branco é o metal redondo e o papel forte a que ele chama de dinheiro. Quando se fala a um europeu do Deus do Amor, ele faz uma careta e sorri (...). Quando lhe estendem uma peca de metal redondo e brilhante ou um papel grande e forte, logo seus olhos brilham e a saliva se lhe assome aos lábios"

"Crede que há na Europa homens que encostam a arma de fogo á sua própria fronte, pois preferem deixar de viver do que viver sem coisas"

"Todos os Papalaguis tem uma profissao. É díficil explicar-vos o que isso é. É qualquer coisa que uma pessoa devia ter vontade de fazer, mas que raramente tem"

"O missionário do Papalagui ensinou-nos, em primeiro lugar o que é Deus; desviou-nos dos nossos antigos Deuses, dizendo que se tratavam de ídolos, isentos da natureza divina do verdadeiro Deus"


Tanto para os Tiavéa como para os Maleku o importante é "ter o suficiente para comer, um tecto que nos abrigue e prazer em participar nas festas, no largo da aldeia". O estilo de vida Maleku prima pela simplicidade, mas manter a sua cultura viva nos próximos anos será tudo menos simples.
O Papalagui, um livrinho a por na lista de prendas para este Natal :)

O Assistente de Bordo

Apesar do mau estado dos autocarros e das estradas (pouquíssimas sao alcatroadas) temos feito quase todas as nossas deslocacoes de "bus". O autocarro é o meio de deslocacao preferencial dos Ticos e como tal desenvolveram algumas particularidades, sendo que vos quero falar do "assistente de bordo".
Esta personagem que existe em algumas rotas de autocarro é basicamente um assistente do condutor e tem as seguintes funcoes:
- Ajudar as pessoas a subir e a descer para o autocarro, carregando os saquinhos, sacos e sacoes);
- Trocar os CD's;
- Recolher o dinheiro da passagem;
- Vender batatas fritas;
- Anunciar a localidade a que se chega.
Creio que é uma figura de especial importancia e fica aqui a sugestao de as companhias de transporte em Portugal incluírem este servico nos seus autocarros, como forma de atencao ao cliente e combate ao desemprego.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

A árvore da discórdia

Caso haja uma crise alimentar ou outra, o indígena consegue viver desde que tenha bosque. Esta é uma das licoes que o Luis nos ensinou, e de facto o seu conhecimento sobre plantas medicinais, frutos, raizes e outros é mais que suficiente.
A Hule é uma árvore como tantas outras que existem na floresta tropical e que nao chama a atencao por nada, pelo menos á 1a vista.
No entanto, uma "machetada" deixa a árvore a sangrar uma seiva branca que os indígenas utilizam tanto como cola para o seu artesanato como para produzir velas naturais.
As propriedades desta árvore nao passaram totalmente desapercebidas, e há alguns anos os nicaraguenses fizeram várias investidas na floresta virgem Costa Riquenha procurando a Hule para a utilizar com fins industriais. Os indígenas trataram de defender o seu bosque, e como resultado dos 27 000 Malekus que havia entao, apenas cerca de 600 restam hoje.
O valor sagrado que a floresta tem para os indígenas pode ser compreendido pelos séculos de conhecimento que sobre ela têm e que é suficiente para sobreviverem em quase qualquer situacao. Devíamos todos tornar-nos um pouco mais indígenas e conhecer melhor aquilo que de mais simples a Terra tem para nos oferecer.

Sobre como as coisas crescem

Seja pela humidade, pela chuva, pelo calor, ou por uma conjugacao de todos estes factores, facto é que na Costa Rica tudo que seja planta cresce a um ritmo impressionante! Tivémos várias vezes oportunidade de testemunhar isso: Em Mastatal no caminho para a nossa cabana vimos como em poucos dias do nada cresce uma folha de palma; quando voltamos da nossa folga em Rainsong, algo estava diferente na nossa cozinha: em dois dias cresceu uma planta com uns 50cm mesmo em frente ao nosso lavatório. Aqui com os Maleku passa-se o mesmo, e aqui vai uma pequena reportagem sobre o assunto:
Os trabalhadores escolhem as sementes e onde plantar



A sementeira está feita

Passados 3 dias as flores enchiam o nosso pequeno jardim

La Trampa

Os Malekus nao sao aficcionados de matar animais. Normalmente só o fazem quando se sentem ameacados ou para comê-los. Neste caso, juntou-se o útil ao agradável (?).
Neste caso, uma espécie de toupeira versao tropical anadava a destruir as flores do jardim. A tolerância tem limites e havia que montar uma trampa (armadilha).
Segue-se um esquema ilustrativo e algumas fotos do processo:
100% eficácia! O bicho foi directamente para a panela, e felizmente (apesar de algumas ameacas) nao foi parte de nenhuma das nossas refeicoes!

Heroes

Descobri o meu super poder: ver aranhas á noite! Desde que aqui chegamos sempre consegui ver o reflexo dos olhos das aranhas á noite. E mais: os olhos das aranhas reflectem azul e o das borboletas nocturnas cor-de-rosa!
Por algum tempo nao comentei por achar que era algo normal, mas quando abordei o Helder sobre o assunto ele disse-me que nao via nada. Até Luís, o Maleku duvidou e desafiou-me a provar o que dizia. Fácil, em qualquer passeio nocturno consigo localizar largas dezenas de aranhas.
Ah e tal, é das lentes de contacto... É dificil ver reconhecido o nosso poder...
A minha questao é só uma: agora que sei qual é o meu super poder, o que é que eu faco com ele?

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

O último Xama

Na cultura Maleku, o Xama é a pessoa responsável pela saúde e bem estar do seu povo. Algo como um curandeiro, portanto. No entanto, diz a tradicao que quando alguém do seu povo morre, nao tendo sido curado pelo Xama, este deve morrer também. Este costume levou a que nos últimos anos nao tenha havido nenhum Xama Maleku, já que ninguém queria assumir este risco.
No entanto, nós conseguimos uma foto do último Xama Maleku, ostentando a sua lanca a entrada do seu rancho. Aqui vai:

Artesanato, Micro-crédito e afins

Creio que há temas que apenas compreendemos na sua totalidade quando temos oportunidade de os presenciar in loco, independentemente de quantas reportagens leiamos sobre o assunto. Hoje tivemos a oportunidade (única) de estar presentes no II Encontro Indígena, e apesar de esperarmos algumas dancas tradicionais e outras excentricidades, nao saímos decepcionados.
O encontro foi dinamizado pelo Instituto Nacional de Aprendizagem, o qual tem vindo a desempenhar um papel importante na formacao dos indígenas, e o grane tema foi o artesanato.
O que o INA tem vindo a fazer junto das populacoes indígenas é ensinar-lhes a aperfeicoar a arte da pintura, sem no entanto interferir com os temas e tracados originais.
A grandeza e importancia deste pequeno passo só pode ser apreciado aqui: as pecas de artesanato Maleku sao únicas e algumas sao obras de arte! O orgulho que estas pessoas, na sua maioria mulheres, têm em dizer que sao artesas é quase tao grande como o de dizerem que sao indígenas, e nao é para menos: têm uma profissao que lhes permite ganhar dinheiro para a sua família enquanto valorizam a sua cultura.
Quando Muhammad Yunus ganhou o Nobel da Paz por causa do seu programa de micro-crédito, quase ninguém tinha ouvido falar de tal coisa. No entanto aqui o micro-crédito é real: Quando elisabete terminou o seu curso de pintura, pediu um crédito para comprar as tintas e ferramentas necessárias para comecar o seu negócio. O crédito foi-lhe concedido a 3 anos, mas com o fruto do seu trabalho conseguiu pagá-lo num ano e meio. Agora comprou uma mota para o marido.
Mais que dar o peixe há que ensinar a pescar. É inspirador como gestos tao "pequenos" como dar um curso de pintura pode transformar mulheres pobres e sem perspectivas de futuro em artistas empreendedoras.

Filho de peixe (ou talvez nao...)

Vindos de Portugal, país com ampla tradicao de pesca, foi preciso vir até^`a Costa Rica para lancar o anzol pela primeira vez! Claro que podemos dizer que a primeira vez que pescamos foi com um indígena, mas mesmo assim...
Sendo eu neta de dois pescadores, estava certa que ia pescar qualquer coisa! Qual quê! A sorte de principiante estava toda do lado do Helder, que foi o único que pescou alguma coisa. E que coisa! O Tilápia que pescou tinha aí uns 40 com e foi o nosso jantar (acompanhado de arroz e feijao, claro!).
Pedimos desculpa por nao existir a típica foto do orgulhoso pescador a mostrar o seu troféu ainda de anzol na boca, mas mais uma vez, a máquina fotografica ficou em casa.
Quando voltramos vamos investir em linha de pesca e anzol (tudo o que é preciso). As taínhas da Baía do Seixal que se cuidem!

CAPY CAPY

Capy Capy é Pura Vida em Maleku, e por enquanto é das poucas palavras que sabemos.

O choque cultural nao existiu, ou melhor, estar com os Maleku nao é muito diferente de estar com qualquer outra família Tica. Pelo menos á primeira vista... Apresento-vos Luis Denis, o simpático Maleku que nos está a receber no seu projecto de voluntariado:
Como podem ver, nada de tangas, pinturas excentricas ou penas na cabeca :)
Nós estamos no Palenque Tanjibe, perto de San Rafael de Guatuso. Os palenques sao as comunidades indígenas, e onde nos estamos existem 3, todas Maleku. Infelizmente nao vos vou presentear com uma foto do Palenque, pois sentimo-nos um tanto constrangidos a tirar lá fotos. Consistem em duas fileiras de casas que distam entre si como uns 5 metros. A noite, quando o visitamos (estamos um pouco fora do coracao do palenque) o ambiente era lindo: todas as portas estavam abertas, ouvia-se musica, os adultos sentados na rua, as criancas a saltirar de casa em casa.
Os Maleku sao profundamente hospitaleiros. Sentimo-nos muito mais como visitas do que como voluntários. Para terem uma ideia, vejam só a nossa "cabana" de 3 assoalhadas:
Voltamos á fantástica comida Costa Riquenha (com algumas nuances Maleku), e como se nao bastasse, toda a gente passa a vida a oferecer-nos os mais fantásticos (e totalmente desconhecidos) frutos.
O trabalho também é muito agradável, cada dia fazemos algo diferente e estamos sempre algures no meio da reserva indígena. Até agora já trabalhamos no Ranário (perdicao do Helder), no jardim e na horta. Preve-se que nos proximos dias vamos plantar arvores e limpar os percursos no meio da floresta primária.
Pouco a pouco vamo-nos apercebendo dos hábitos e cultura indígena dos Maleku, mas nao é nada como um choque! Quando nos sentamos á volta da fogueira, quando nos ensina a comer laranjas á moda Maleku ou quando observa fascinado um qualquer insecto, aprendemos mais sobre o que significa ser indígena do que qualquer livro nos pode ensinar!

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Vamos para os Maleku

Amanha partimos para o ultimo destino de voluntariado , e como ao fim de 2 meses o cansaco ja se faz sentir, decidimos ir de uma forma mais confortavel: Taxi - Barco - Taxi, e entao sim, autocarro (nao esquecer que eu ainda estou doentinha!).
Em Guatuso o nosso host vai ter connosco e vai levar-nos ate a reserva, onde sabemos que nao teremos Internet. Isto quer dizer que apenas conseguiremos ir a Internet e actualizar as nossas novidades daqui a uma semana.

Confesso que estou um bocadinho ansiosa. Os intercambios culturais tem sido uma constante e temos aprendido muito. No entanto com uma tribo indigena receio que o choque cultura seja um pouco maior... Aguardem novidades (com paciencia...)!

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Pontes e passeio nocturno

Tinhamos de aproveitar alguma da oferta de actividades que existe por estes lados! Entao optamos por fazer um percurso de pontes suspensas sobre a selva, nas quais e possivel ver a selva de outra perspectiva. Foi giro, mas nada de surpreendente... a nivel de animais so mesmo uma tarantula de joelhos laranja e um grupo de macacos de face branca (colegas do Tarzan, portanto). O passeio a noite tambem foi interessante, no entanto teria sido muito mais se ja nao estivessemos fartos de fazer passeios do genero em Mastatal quando iamos para as nossas cabanas... Sera que nos estamos a tornar demasiado exigentes?
Fiquei com vontade de fazer as Zip Lines, isto e um conjunto de slides e tirolesas sobre a copa das arvores, mas infelizmente os precos destas coisas sao mesmo para turista, e o nosso orcamento nao nos permitiu... Estamos a procura de patrocinadores, alguem esta interessado?

Acabou-se a brincadeira!

O Helder foi a Peluqueria cortar el pelo. A artista foi uma colombiana que na sua juventude queria ir ate aos EUA, mas so conseguiu chegar ate aqui...

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Monteverde, os vários ¨arios¨e uma ida ao médico

Monteverde é uma pequena cidade do distrito de Puntarenas, considerada um dos maiores destinos turísticos da Costa Rica. O que atraí os turístas a esta zona é sem dúvida a sua biodiversidade e as suas numerosas reservas naturais, sendo a mais conhecida a Reserva Biológica Bosque Nubloso Monteverde. O tempo por estes lados é completamente diferente dos outros sítios onde temos estado, voltamos a saber o que é vestir manga comprida e casacos. Ainda sobre Monteverde, queria só contar-vos a origem desta localidade. Nos anos 30 um grupo de 4 Quakers (grupo religioso pacifico) foi preso nos EUA por se recusarem a alistar para a guerra da Coreia. Quando foram libertados, um grupo de 40 Quakers juntou-se-lhes e deciditam deixar os EUA e procurar um sítio onde pudessem viver em paz e de forma sustentada. Está visto que vieram aqui parar, sendo que na altura nao existia aqui nada, foram até eles que deram o nome a Monteverde.

Chega de Historias com ¨H¨ grande. Vamos ao que interessa! Nós estamos alojados na Pension Santa Elena. Temos duche de água quente (!), internet de graca e o staff é super simpático.

Claro que o facto de termos mudado de lugar nos trouxe algum azar, e confesso que comeco a ficar preocupada já que ainda nos faltam 3 deslocacoes... Desta vez fiquei doente, com febre e tudo... O maior receio foi que fosse Gripe A, claro, e como ao fim de um dia nao estava melhor decidimos ir experimentar os servicos de saude publicos da Costa Rica. Mal entramos, uma senhora de máscara e toda vestida de branco comecou a fazer-me perguntas sobre o meu estado, mas como nao tinha tosse (perigo de contaminacao) nem febre (obrigada Benuron) pude ir para as urgencias normais. Agora vejam lá isto: nao paguei nada e só esperei uns 15 minutos! Diagnostico do médico: nao tenho gripe A, talvez uma gripe normal... Por acaso falhou, tenho uma gastrite mas acabou por só se revelar no dia seguinte.

As minhas dores de estómago condicionaram bastante os nossos primeiros dias em Monteverde, e entao dedicamo-nos a visitar alguns dos ¨ários¨ daqui, a saber o Serpentário, o Ranário e o Mariposário (ou jardim de borboletas). O Serpentário foi engracado, o Mariposário também, com destaque para alguns dos outros insectos disponíveis para ¨brincarmos¨, e o Ranário foi muito fixe, principalmente por causa do nosso guia que para além de imitar os chamamentos das ras partilhou várias curiosidades e segredos científicos. Infelizmente só aqui soubemos que qualquer um destes sítios aceita voluntários...

Ainda Rainsong

Ja faz uma semana que nao estamos em Rainsong, mas nao poderia ficar de consciencia tranquila se nao escrevesse este post. Nao, nao tem a ver com a festa de despedida com dancas escocesas, mas posso dizer-vos que foi hilariante. Nao ha fotos por razoes de seguranca (da maquina), mas podemos ensinar uns passinhos aos interessados.
O que eu queria mesmo dizer sobre Rainsong é muito mais secante e tem a ver com o facto de Rainsong NAO SER UM BOM EXEMPLO no que diz respeito a conservacao e reintroducao de animais. Várias pessoas já foram expulsas de lá, ou simplesmente partiram por nao concordarem com as políticas de Mary. ¨Love it or hate it¨, foi das primeiras coisas que nos disseram, juntamente com ¨Mary is crazy¨...
Num centro de recuperacao de animais (e actualmente na maioria dos zoos) as pessoas devem interagir o menos possivel com os animais, pelo facto de serem animais selvagens, e por se querer que continuem assim. Ao habituar um animal a festinhas e ao contacto com o Homem, ele simplesmente nao vai ter medo dos humanos quando for reeintroduzido, o que lhe poderá ser fatal.
Outro dos aspectos em que Rainsong falha é a questao do enriquecimento ambiental. Actualmente pretende-se que as instalacoes e a vida dos animais reproduza o mais fielmente a sua vida na natureza. Isto implica que, por exemplo, a comida nao seja dada em pratos, mas sim dispostas estrategicamente de maneira a que os animais tenham de se esforcar para as obter. Bem, nada disto acontecia em Rainsong e vim mais tarde a saber que houve dois voluntarios com experiencia em biologia que foram expulsos de lá por nao quererem pactuar com estas situacoes. E eu que pensei em propor algumas destas melhorias também...
No entanto nao duvido que Mary tenha a melhor das intencoes com os animais, mas o seu desconhecimento e o seu feitio muito particular impedem que as coisas melhores.
Da nossa parte estavamos conscientes destas situacoes (obrigada Zoo de Lisboa por tudo o que me ensinaste), mas nao sendo especialistas no assunto também nao nos sentiamos a vontade para abordar estas questoes com ela. Também seria dificil mudar seja o que for, muito menos num mes, portanto o que fizemos foi aproveitar a oportunidade de estar proximos dos animais e o excelente tempo que passamos com os restantes voluntários. Da Mary nao temos queixas pessoais: nao sei porque sempre nos tratou demasiado bem comparadamente com os restantes voluntários, mas sim, ela é completamente doida...

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Goodbye Rainsong

Hoje e o nosso ultimo dia em Rainsong. Vamos ter a nossa festa de despedida logo a noite, com um workshop de dancas escocesas pelo meio :) Deviamos ter trazido musica tradicional portuguesa para ensinar os outros voluntarios a dancar, talvez a musica dos pauliteiros de Miranda... Bem, certamente ainda havera fotografias do evento de hoje :)
Vamos partir para Monteverde e gozar umas merecidas "ferias" - vamos voltar a ser apenas turistas. Depois, siga para Guatuso onde vamos integrar o nosso ultimo (e penso que sera o mais ambicioso) projecto: a reserva indigena Maleku. Mais novidades brevemente, aqui, no sitio do costume!

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Estou (quase) pronto para voltar!

Uma das condicoes para voltar era ver pelo menos uma Red Eyed Tree Frog, conforme partilhamos em Junho. Temos o prazer de anunciar que esse objectivo foi cumprido, num dos varios passeios nocturnos depois da chuva. Aqui fica o registo :)


Um bonus: outra especie que habita a mesma zona

A fauna da nossa casa

Este post e dedicado a todos aqueles que manifestaram a sua repugnancia pela aranhita que estava no nosso lavartorio: Aqui estao mais uns belos exemplares de seres vivos que habitam o mesmo espaco que nos!