segunda-feira, 15 de junho de 2009

Coisas que se descobrem quando se pensa em fazer voluntariado II


Turismo de sol e mar, de neve, de saúde, turismo cultural, de negócios, cicloturismo, turismo religioso e científico. As combinações são imensas e do ponto de vista do turista depende sempre da motivação e dos objectivos da sua viagem – nada de novo, principalmente para quem estudou nesta área… No entanto ainda não tinha ouvido falar de volunturismo.
Nos anos 90 o mercado turístico começa a apostar em nichos de mercado indo ao encontro das motivações específicas de grupos de turistas. Isso aliado à crescente tendência dos jovens de fazer um GAP year, levou a que surgissem as primeiras agências de volunturismo, especializadas em criar pacotes que incluem o alojamento, transportes, guia, visitas culturais e algum trabalho de voluntariado; para viajantes individuais, famílias ou grupos.
O motivo que me leva a desconfiar deste novo tipo de turismo é também a razão da sua controvérsia: o turismo utiliza métodos empresariais com vista ao lucro e vocacionados para a satisfação do cliente. Em que parte entra o projecto para o qual os turistas vão contribuir? Não devia esse ser o principal motivo, a principal motivação para organizar qualquer tipo de projecto de voluntariado?
Por outro lado os defensores do volunturismo afirmam que é uma excelente forma de passar as férias contribuindo activamente para uma qualquer causa no local de destino.
Da minha parte aceito o termo e tenho de reconhecer que é uma realidade que existe. Aceito que há pessoas que preferem e podem pagar para ter um pacote completo que junte turismo com voluntariado. No entanto há limites: existem empresas especializadas em voluntariado de luxo. Alguém me pode explicar este conceito?
Enfim, o mundo não é perfeito, mas se a comunidade local conseguir realmente tirar algum proveito sustentável do turismo penso que é algo positivo, chamemos-lhe volunturismo, ecoturismo, turismo sustentável ou outro qualquer "–ismo" que alguém se lembre de inventar um dia destes.

2 comentários:

nuno brolock disse...

Este texto é sério interessante e instrutivo. Não obstante, o único comentário que me vem à cabeça não possui nenhuma das qualidades descritas em cima:
"eu nunca fiz um Gap Year apenas e só porque não tenho roupa da marca."

Daniela disse...

Mega Lol! Mas eu estou a contar contigo pa dares um toque de humor a este blog (estou a tentar com os cartoons, mas não é a mesma coisa...)!
Teres classificado o texto como sério, interessante e instrutivo é suficientemente sério :)