terça-feira, 9 de junho de 2009

Coisas que se descobrem quando se pensa em fazer voluntariado


Algo que não passa pela cabeça da maioria das pessoas: fazer voluntariado paga-se! A boa vontade, força de trabalho e tempo não são suficientes para ter uma experiência de voluntariado fora do espaço Shengen.
Existem muitas ONG’s e outras entidades que cobram em média 2.000€ por uma experiência de duas semanas de voluntariado, sem voos incluídos. O que ganham os voluntários com isso? A credibilidade que estas ONG’s têm, o facto de terem sempre um número de telefone para onde ligar para tirar dúvidas, alguém à sua espera no aeroporto, formação e provavelmente um certificado de participação. Não me parece mau de todo:
1º - No caso das ONG’s, o dinheiro que se paga reverte para os trabalhos dessa organização: um voluntário está lá 15 dias, mas o trabalho destas entidades decorre todo o ano e há custos a cobrir.
2º - Caso se opte por uma empresa de colocação de voluntários (sim, isso existe) não se tem trabalho nenhum e tem-se todas as garantias possíveis. É um serviço que é prestado, e como tal faz-se pagar.
Quando começamos a pesquisar sobre este tema depressa nos apercebemos que isto não é algo fora do comum, é a regra! Muitos dos sites sobre voluntariado têm mesmo uma área com “dicas” sobre como angariar os fundos necessários para participar nestes programas.
Inicialmente fiquei chocada. Depois comecei a perceber e aceitar. Provavelmente são versões mais “comerciais” de voluntariado, mas para quem pode despender esse dinheiro deve ser óptimo. No entanto algo no meu subconsciente continua a dizer-me que há algo de errado quando se tem de pagar uma pequena fortuna para ajudar os outros com a nossa força de trabalho. Ser voluntário é algo destinado apenas a quem tem uns quantos milhares de €€€ a mais?
No nosso caso não temos esse dinheiro (raios, é sempre tudo à volta do dinheiro). No entanto nós vamos. Há alternativas… mais trabalhosas e arriscadas, mas “quiçá” mais reais!

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