terça-feira, 23 de junho de 2009

Confirmado!

Finalmente estou completamente confiante que os três sítios onde nos propomos a ir nos vão aceitar! Foram muitas trocas de e-mail, por vezes com algum tempo de espera, mas parece que finalmente está tudo alinhado.

Hoje recebemos um mail do nosso projecto de voluntariado em Mastatal. Este será o primeiro sítio para onde iremos, e pelo menos este tem de estar 100% confirmado. O Marcos (o nosso host) mandou-nos algumas fotos de um projecto de construção que ele tem vindo a desenvolver com alguns voluntários internacionais e parece-nos muito bem!
Em Playa Uvita as coisas são muito “relax”, como se quer de um sítio dedicado à reflexão, meditação e outras “coisas” que para nós ainda são desconhecidas: “Just e-mail us a couple of days before you come”.
Finalmente os Índios Maleku também confirmaram que em Outubro nos podem receber. Um mês a plantar árvores não deve dar para neutralizar a nossa pegada ecológica, mas é melhor que nada. Estou particularmente ansiosa por ir para esta reserva, viver numa comunidade indígena deve ser uma experiência cultural particularmente intensa.

Para já são estes os planos, no entanto estamos abertos a outras possibilidades que surjam. Até lá espera-nos um período de trabalho intensivo para além de toda a preparação que começa a ficar um pouco atrasada… Mas enfim, são coisas secundárias: o bilhete está comprado e os hosts confirmados. Acho que o essencial está feito, não?

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Faltam 47 dias e...




... estou enterrada em trabalho. Ir para a Costa Rica parece um sonho distante.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Coisas que se descobrem quando se pensa em fazer voluntariado II


Turismo de sol e mar, de neve, de saúde, turismo cultural, de negócios, cicloturismo, turismo religioso e científico. As combinações são imensas e do ponto de vista do turista depende sempre da motivação e dos objectivos da sua viagem – nada de novo, principalmente para quem estudou nesta área… No entanto ainda não tinha ouvido falar de volunturismo.
Nos anos 90 o mercado turístico começa a apostar em nichos de mercado indo ao encontro das motivações específicas de grupos de turistas. Isso aliado à crescente tendência dos jovens de fazer um GAP year, levou a que surgissem as primeiras agências de volunturismo, especializadas em criar pacotes que incluem o alojamento, transportes, guia, visitas culturais e algum trabalho de voluntariado; para viajantes individuais, famílias ou grupos.
O motivo que me leva a desconfiar deste novo tipo de turismo é também a razão da sua controvérsia: o turismo utiliza métodos empresariais com vista ao lucro e vocacionados para a satisfação do cliente. Em que parte entra o projecto para o qual os turistas vão contribuir? Não devia esse ser o principal motivo, a principal motivação para organizar qualquer tipo de projecto de voluntariado?
Por outro lado os defensores do volunturismo afirmam que é uma excelente forma de passar as férias contribuindo activamente para uma qualquer causa no local de destino.
Da minha parte aceito o termo e tenho de reconhecer que é uma realidade que existe. Aceito que há pessoas que preferem e podem pagar para ter um pacote completo que junte turismo com voluntariado. No entanto há limites: existem empresas especializadas em voluntariado de luxo. Alguém me pode explicar este conceito?
Enfim, o mundo não é perfeito, mas se a comunidade local conseguir realmente tirar algum proveito sustentável do turismo penso que é algo positivo, chamemos-lhe volunturismo, ecoturismo, turismo sustentável ou outro qualquer "–ismo" que alguém se lembre de inventar um dia destes.

terça-feira, 9 de junho de 2009

Coisas que se descobrem quando se pensa em fazer voluntariado


Algo que não passa pela cabeça da maioria das pessoas: fazer voluntariado paga-se! A boa vontade, força de trabalho e tempo não são suficientes para ter uma experiência de voluntariado fora do espaço Shengen.
Existem muitas ONG’s e outras entidades que cobram em média 2.000€ por uma experiência de duas semanas de voluntariado, sem voos incluídos. O que ganham os voluntários com isso? A credibilidade que estas ONG’s têm, o facto de terem sempre um número de telefone para onde ligar para tirar dúvidas, alguém à sua espera no aeroporto, formação e provavelmente um certificado de participação. Não me parece mau de todo:
1º - No caso das ONG’s, o dinheiro que se paga reverte para os trabalhos dessa organização: um voluntário está lá 15 dias, mas o trabalho destas entidades decorre todo o ano e há custos a cobrir.
2º - Caso se opte por uma empresa de colocação de voluntários (sim, isso existe) não se tem trabalho nenhum e tem-se todas as garantias possíveis. É um serviço que é prestado, e como tal faz-se pagar.
Quando começamos a pesquisar sobre este tema depressa nos apercebemos que isto não é algo fora do comum, é a regra! Muitos dos sites sobre voluntariado têm mesmo uma área com “dicas” sobre como angariar os fundos necessários para participar nestes programas.
Inicialmente fiquei chocada. Depois comecei a perceber e aceitar. Provavelmente são versões mais “comerciais” de voluntariado, mas para quem pode despender esse dinheiro deve ser óptimo. No entanto algo no meu subconsciente continua a dizer-me que há algo de errado quando se tem de pagar uma pequena fortuna para ajudar os outros com a nossa força de trabalho. Ser voluntário é algo destinado apenas a quem tem uns quantos milhares de €€€ a mais?
No nosso caso não temos esse dinheiro (raios, é sempre tudo à volta do dinheiro). No entanto nós vamos. Há alternativas… mais trabalhosas e arriscadas, mas “quiçá” mais reais!

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Só volto depois de ter visto...

Red Eye Tree Frog - Agalychnis callidryas

Um autêntico simbolo vivo da espantosa biodiversidade da Costa Rica.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

FAQ

P: Vão para onde?

R: Vamos para a Costa Rica. É um pequeno país da América Central de clima tropical, que tem apostado fortemente na preservação ambiental e no ecoturismo. É também dos poucos países desmilitarizados do mundo. Mais pormenores sobre a CR brevemente neste blog!

P: Passaram-se de vez?

R: Isso vai depender da visão de cada um. Estamos juntos há uma eternidade e estamos numa fase em que das duas uma: ou compramos casa e seguimos o rumo habitual da vida, ou então arriscamos. Optamos pela segunda opção. Só vamos viver uma vez… Se optássemos pela primeira, provavelmente nunca mais teríamos esta hipótese. Trata-se de fazer algo que queremos, simplesmente por isso…

P: O que vão fazer?

R: Em princípio vamos estar em 3 sítios diferentes: um mais no interior, na selva tropical onde vamos trabalhar em construções naturais, permacultura e trabalho com a comunidade. O segundo sítio é no litoral pacífico, num ecolodge que recebe turistas um pouco “alternativos”, ligados ao yoga, meditação e espiritualidade. Lá iremos trabalhar em hotelaria e turismo, e também em agricultura biológica e tudo o que for preciso. Por fim gostaríamos de passar 15 dias numa reserva indígena no norte. Ai o trabalho passa sobretudo pela reflorestação, artesanato e preservação cultural. No entanto as hipóteses ainda estão muito em aberto...

P: O que esperam ganhar com isso?

R: Acima de tudo uma experiência! É fácil dizer que se gosta de viajar, de conhecer outras culturas e estilos de vida, mas será que numas férias de 15 dias se consegue isso? Queremos aprender, como diz alguém que conhecemos “ser uma esponja” de tudo o que nos quiserem transmitir. Em termos mais práticos, trabalhar em áreas que gostamos, adquirir conhecimentos, aprender espanhol. Além disso vamos fazer voluntariado e contribuir com o nosso trabalho para causas que consideramos nobres, e só por isso já vale a pena.

P: E quando voltarem?

R: Quando voltarmos queremos uma mega recepção no aeroporto! Agora a sério, quando voltarmos logo se vê! Apesar de poder parecer uma loucura para alguns isto foi muito bem pensado e não vamos viver debaixo da ponte ou ter de arrumar carros quando voltarmos. Gostaríamos de voltar com uma experiência enriquecedora e que nos alargasse os horizontes. Não sabemos quais vão ser os nossos objectivos, não sabemos como estará o mercado de trabalho, por isso fazer planos muito mais além não faz sentido neste momento!

P: Ok, continuo a achar que se passaram de vez… Vão e voltam quando?

R: Vamos no início de Agosto, a pensar voltar no início de Novembro.